NESTE EDIÇÃO
Portugal entre os países mais afectados pela seca, alerta OCDE;
Governo português quer utilizar IA para vigiar os seus cidadãos;
Três vezes em que os sobrevivencialistas estiveram certos;
Novo single dedicado a congressista dos EUA;
Já disponível “Como Virar Costas ao Sistema” de Ran Prieur;
Ligações úteis;
Onde vamos estar?;
Parcerias institucionais;
Ficha Técnica.
Portugal a caminho de se tornar um deserto?
O mais recente relatório “Visão Global da Seca” da OCDE, que pode ser consultado aqui em língua inglesa, frisa que a área afectada globalmente duplicou desde início do século XX e que este fenómeno extremo pode tornar-se até sete vezes mais frequentes e intenso no futuro, sobretudo em Portugal.
Recordamos que o cálculo para a vossa reserva de água deve ser estimado em 3l por dia por pessoa do vosso agregado familiar ou círculo mais próximo, podendo em casos extremos ser racionado uma vez que estes três litros incluem 2l para consumo (1,5l se estivermos no Inverno) e 1,5l para confeccionar alimentos ou até higiene, embora a higiene possa ser efectuada com água menos própria para consumo.
⚠️ Portugal garante excepções para IA pelas forças de segurança
Conforme divulgado pela RTP, Portugal defendeu no Conselho da União Europeia que as forças de segurança possam usar IA livremente em espaços públicos e controlo de fronteiras — sob o argumento de garantir "funções essenciais". A excepção permite reconhecimento facial e monitorização em larga escala, mesmo quando a regulamentação rejeita outros usos.
Isto confirma alguns dos nossos piores receios, que a vigilância assistida por Inteligência Artificial já faz parte da nossa realidade e não faz parte de uma qualquer distopia de ficção científica, os governos europeus estão a preparar um cenário de monitorização constante, sendo que a IA além de detectar mais facilmente os nossos movimentos nas ruas, graças aos chips rastreáveis que temos nos nossos bolsos e dão pelo nome de telemóveis, podem também monitorizar o que dizemos nas nossas redes sociais, as mensagens que trocamos uns com os outros, enfim, o céu é o limite.
O Guardian reuniu três exemplos de catástrofes em que os preppers tinham razão em preparar-se!
🧊 1. Morana Revel – tempestade de gelo no Kentucky
Morana Revel aprendeu cedo, com uma vida sem rede e sem luxos, a viver em condições adversas — quando uma tempestade de gelo em 2009 deixou metade do Kentucky sem electricidade durante dias, ela e o marido refugiaram-se num carro equipado com mantas térmicas, água, telemóveis e monitores de CO. Já tinham mantido essa rotina nómada na infância, vivendo num Pinto e dormindo no banco de trás.
Durante cinco dias, geriram o frio activando o motor do carro de 30 em 30 minutos, usando um detector de monóxido para prevenir intoxicação, evitando abrigo inseguro. A preparação humilde, mas prática (muitas mantas, água, termómetros, livros), permitiu-lhes manter-se calorosos, alimentados e mentalmente activos mesmo em pleno caos. The Guardian
🌪️ 2. Adriaan – furacão Irma em Sint Maarten
Adriaan relata o impacto devastador do furacão Irma em 2017, que varreu as infraestruturas da ilha e deixou as comunidades reféns do caos pós-tempestade. Ter um rádio com manivela foi essencial para se manter informado, quando a energia e as comunicações falharam por completo, como com o recente Apagão em Portugal.
Conselhos básicos — ter uma reserva de água, comida estável, luz, equipamento de rádio — é determinante para se sobreviver com confiança ou depender de recursos escassos e de uma assistência dos serviços públicos que pode nem aparecer.
🌧️ 3. Chris White – tempestades tropicais e instabilidade económica em Brisbane
Chris White vive há anos sob as tempestades cíclicas da Austrália e as incertezas do mercado de trabalho precário. Já tendo sido atingido por ciclones como Tasha e Alfred, aprendeu a manter sempre a casa pronta: mantimentos para dez dias, água engarrafada e comida enlatada disponível imediatamente após qualquer aviso. Quando o mercado falha, essas reservas permitem manter dignidade e segurança.
O episódio revela-se especialmente útil em momentos de desemprego inesperado: comida, abrigo e energia já estão disponíveis em casa, evitando idas a supermercados vazios. A moral: preparação não é só para o fim do mundo, é para condições reais, económicas e climáticas, numa rotina onde o imprevisível é regra. Bem sabemos nós as vezes em que nos foi útil ter reservas de alimentos em casa em situações de baixas ou desempregos de longa duração.
Thomas Massie, o senador rebelde do Kentucky!
Thomas Massie surge no documentário Off The Grid with Thomas Massie, dirigido por Matt Battaglia e resultado de uma produção da Free the People, como um exemplo claro de como combinar pensamento político independente com acção prática. Filmado em 2018 e rebaptizado em 2025 como “Director’s Cut” com cenas inéditas, o filme acompanha Massie a transformar o seu terreno no leste do Kentucky num modelo de autossuficiência. A sua filosofia, inspirada no princípio libertário "vive e deixa viver", ganha corpo num projecto de habitação sustentável, energia solar, captação de água e jardins de subsistência.
Nas palavras do próprio Massie, "não te preocupes com o que os outros estão a fazer no seu terreno, desde que eles não se preocupem com o que estás a fazer no teu terreno.” O filme apresenta técnicas práticas — madeira, terra, hidropónicos, energia de biomassas — que nem sempre exigem orçamentos elevados, mas sobretudo uma vontade de gerir a própria terra com inteligência. Uma lição poderosa para qualquer grupo ou eco-aldeia que valorize a autonomia e a resistência material.
A recepção foi calorosa: no circuito de festivais independentes, Off The Grid ganhou o Audience Choice Award no Anthem Film Festival, o que confirma a força da mensagem de liberdade e inovação em modos de vida fora do sistema. A crítica destaca o equilíbrio entre ideologia e acção concreta, retractada com a cinematografia de Sam Martin e Josh Withrow, além de uma narrativa pessoal e envolvente.
O documentários está gratuitamente disponível no YouTube. Este ano Massie, que no podcast de Theo Von gracejou ser “transpartidário”, por ser do Partido Republicano/ala libertária de Ron Paul, mas por vezes preferir votar com o Partido Democrata, a sua oposição ao looby israelita no congresso e no senado dos EUA fez com que passasse de ter sido apoiado por Donald Trump nas últimas eleições a ser ostracizado por Donald Trump que está a fazer tudo ao seu alcance para que não seja reeleito ou, inclusive, perca o seu mandato.
A ironia da coisa não nos escapou e criamos um single dos nossos The Doomsday Preppers Band em sua homenagem: Thomas Massie is a Prepper.
Já disponível Como Virar Costas ao Sistema de Ran Prieur
Tardou, mas chegou. Com tradução e extensas notas da autoria de Flávio Gonçalves e cerca de 100 fotografias da autoria do autor e de alguns dos seus camaradas, já está disponível nas Amazon do mundo a obra Como Virar Costas ao Sistema.
Na Amazon Brasil está disponível em eBook (R$19) e capa mole (R$137), na Amazon Espanha (que serve Portugal) também já se encontra disponível em capa mole (21,20€), capa dura (37,10€) e em eBook (3,50€).
Conserva.de, o sobrevivencialismo à europeia com qualidade alemã
A conserva.de cresceu como uma potencial aos olhos dos preppers europeus por combinar tradição e inovação na conservação alimentar. Com sede na Alemanha, a empresa oferece uma gama de produtos desde filtros de água (como o Bachgold Spin-on e o Water filter) a kits alimentares de emergência e painéis tácticos. Lançou recentemente uma linha própria depois de décadas a revender marcas de outras empresas europeias e dos EUA, a CONVAR, que inclui desde refeições com prazos de conservação até 2036 — como brownies, pizzas instantâneas ou cremes de coco — até barras e pós energéticos que substituem refeições e têm taurina e cafeína para aquele reforço extra na resistência. E vendem aqueles absorvedores de oxigénio de que tanto ouvimos falar no Youtube bem como sacos laminados para guardar alimentos.
O catálogo de conserva.de destaca-se pela durabilidade e fiabilidade: alimentos embalados prontos a consumir com uma validade de 10 a 15 anos e filtros portáteis para garantir água potável em qualquer cenário. Para a comunidade sobrevivencialista, isto significa reduzir drasticamente a dependência de cadeias de abastecimento susceptíveis a falhas ou rupturas. A empresa cobre ainda equipamentos outdoor e acessórios tácticos que complementam bem qualquer plano de backup completo.
Ah, e têm tudo enlatado, pão, manteiga, cheeseburguers, bolo de chocolate e até bolo de aniversário, estes boches sabem como viver após o Colapso, deve ser por isso que estão sempre a causar guerras mundiais.
Onde vamos estar?
Já podemos confirmar que estaremos na Festa do Livro Independente da Freguesia de Arroios (Lisboa) de 12 a 14 de Setembro, na Fatela Sónica (Fundão) de 26 a 28 de Setembro, onde teremos licores de produção caseira e carne seca para venda, além dos livros e, finalmente, na Militaris (Caldas da Rainha) a 4 e 5 de Outubro. Reservem é os livros que quiserem pelo menos 15 dias antes (com pagamento antecipado), pois agora só imprimimos uns 3 exemplares de cada e em capa dura, todos finórios, para os eventos e vendem-se num instante.
Parceiros institucionais
Portugal Preppers Network e Grupo Nacional de Preparação e Autossuficiência.
Ficha técnica
Sugestões e textos da autoria de Flávio Gonçalves e João Pedro Cordeiro. Todo o hate mail deve ser dirigido ao prontidaoesobrevivencia@gmail.com e as cartas bomba para Flávio Gonçalves, Apartado 6019, EC Bairro Novo, 2701-801 Amadora. Siga-nos no Youtube, Instagram e Facebook (actualizado quase diariamente).
Recordamos que até final do ano temos mais 7 livros para lançar e a maior pechincha de todas é subscreverem o nosso Patreon.